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Governo do Piauí: legado de Niède Guidon é inestimável – 04/06/2025 – Ciência

A imagem mostra uma mulher idosa com cabelo grisalho e uma expressão serena, sentada em um ambiente interno. Ao fundo, há várias obras de arte nas paredes, incluindo retratos e uma pintura de uma figura humana. O ambiente é bem iluminado, com um sofá claro e cadeiras escuras visíveis.

O Governo do Piauí decretou três dias de luto em razão da morte da arqueóloga Niède Guidon, que faleceu na madrugada desta quarta-feira (4) aos 92 anos. A gestão de Rafael Fonteles (PT) afirmou, em nota, ser inestimável o legado de Niède para a ciência para e a arqueologia são inestimáveis.

No comunicado, a administração estadual destacou que a arqueóloga “revelou para o mundo inteiro a riqueza do que hoje é o Parque Nacional Serra da Capivara” e que suas pesquisas mudaram a forma de pensar o povoamento das Américas.

“O Piauí será eternamente grato pela contribuição de Niéde para o desenvolvimento do Piauí e pela transformação social e ambiental que ela promoveu em nosso estado”, declarou o governo.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que “a ciência brasileira fica mais triste com o falecimento de Niède Guidon, que nos ajudou a entender as origens do homem no continente americano”.

A Prefeitura de São Raimundo Nonato, no estado, também lamentou a morte da arqueóloga, que mostrou “os segredos da serra da Capivara”.

“Neste momento de dor, estendemos nossa solidariedade a todos os familiares e amigos da arqueóloga, indicando a gratidão dos nossos munícipes pelo trabalho realizado em prol do desenvolvimento de São Raimundo Nonato e pela herança cultivada, em vida, por uma cidadã exemplar”, disse a prefeitura, que também decretou três dias de luto oficial na cidade.

A administração do Parque Nacional Serra da Capivara chamou Niède de uma das maiores defensoras do patrimônio histórico brasileiro. “Sua trajetória deixa um legado imensurável para a ciência, a cultura e a memória do nosso país”, afirmou, em nota.

O Museu do Homem Americano, fundado por ela, escreveu que Niède atuou por décadas para garantir infraestrutura e investimento ao parque, “enfrentando com firmeza o abandono do Estado”.

No perfil do Instagram, o museu também disse que a arqueóloga foi pioneira ao defender que o continente americano foi ocupado há mais de 50 mil anos, antes do que se acreditava até então.

“Seu nome estará para sempre gravado nas pedras que ajudou a revelar –e nos corações de todos que sonham com um país que valorize seu patrimônio e seus cientistas”, disse o museu.



Fonte ==> Folha SP – TEC

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