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Plano de reestruturação dos Correios prevê economia de R$ 2,9 bi em 2027 | Empresas

Empréstimo para Correios será estruturado com prazo de 15 anos e três anos de carência — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O plano de reestruturação dos Correios, que será divulgado na próxima segunda-feira (29), prevê uma economia de aproximadamente R$ 2,9 bilhões em 2027. Desse total, R$ 2,1 bilhões viriam da redução de despesas com pessoal e cerca de R$ 800 milhões da redução da estrutura administrativa. A economia é progressiva e deve alcançar R$ 4,2 bilhões em 2029. A informação foi antecipada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Valentia.

A estratégia de reestruturação dos Correios aposta em cortes de gastos concentrados em duas frentes. A primeira mira a operação, com reavaliação de unidades deficitárias e de processos logísticos, incluindo rotas de entrega, por exemplo.

A segunda frente recai sobre despesas com pessoal. Estão previstas a implementação de um novo programa de desligamento voluntário (PDV), mudanças no modelo de cargos e salários e ajustes no plano de saúde.

Em comunicado aos funcionários, a estatal havia informado que o PDV previa a saída de 15 mil funcionários, sendo 10 mil em 2026 e 5 mil em 2027. A estimativa é de uma economia anual de R$ 1,4 bilhão a partir de 2027, com retorno do investimento em cerca de nove meses.

Em 2026, os ganhos com redução da estrutura devem ser consumidos por outras medidas como o PDV, que inicialmente representa um aumento de gastos para, no futuro, gerar corte de despesas.

No campo das receitas, a recomposição do caixa também ocorrerá de forma gradual. Para 2026, a estatal projeta levantar cerca de R$ 1,5 bilhão com a venda de imóveis, por exemplo. A empresa também espera retomar antigos clientes com a melhoria nas operações.

Os Correios formalizaram nesta sexta-feira (26) o contrato de financiamento no valor de R$ 12 bilhões. A operação foi divulgada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) na manhã deste sábado (27).

Participam da operação Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander. A entrada da Caixa foi importante para viabilizar uma taxa dentro do limite estabelecido pelo Tesouro. Já os três últimos bancos ingressaram apenas na rodada final de negociações, após terem ficado de fora das propostas iniciais, quando a taxa superou o teto fixado pelo Tesouro, próxima de 136% do CDI, o que levou o órgão a negar a concessão da garantia da União.

O valor do empréstimo ficou abaixo dos R$ 20 bilhões solicitados inicialmente pela empresa para recompor o fluxo de caixa e honrar compromissos imediatos. A estatal, no entanto, já havia admitido a possibilidade de realizar mais de uma rodada de captação, diante dos custos elevados apresentados pelas instituições financeiras. A expectativa é de que sejam feitas novas rodadas no próximo ano ou um aporte da União para fechar as contas da empresa.

O custo da operação ficou em torno de 115% do CDI, abaixo do teto de 120% do CDI fixado pelo Tesouro Nacional para operações desse tipo com garantia da União. O empréstimo será estruturado com prazo de 15 anos e três anos de carência. Os Correios acumularam um prejuízo de R$ 6 bilhões no ano até setembro.

Correios — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil



Fonte ==> Exame

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