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Lula promete crescimento da economia em 2026 e volta a citar tarifaço de Trump | Brasil

Presidentes Donald Trump e Luiz Inacio Lula da Silva — Foto: AP Photo/Mark Schiefelbein

Em tom de campanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a economia brasileira irá crescer em 2026. Na fala, Lula relembrou da taxação americana a produtos nacionais e disse que, em vez de ficar lamentando, é preciso procurar novos parceiros comerciais.

As falas de Lula ocorreram nesta terça-feira (20), durante evento de assinatura de contrato da Petrobras para a construção de navios. No discurso, o petista enalteceu os dados econômicos que seu governo alcançou nos últimos anos e prometeu que o país também crescerá em 2026.

“Vamos crescer de novo em 2026, na expectativa de que o povo brasileiro nunca mais eleja um presidente que não tenha sorte pra governar esse país”, comentou o chefe do Executivo. Ele disse ainda que terminará seu terceiro mandato com a menor inflação acumulada em quatro anos.

Apesar dos dados econômicos positivos, pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira (14) mostrou que a percepção negativa da população sobre a economia ainda é predominante. Segundo levantamento, 61% acham que o poder de compra está menor do que há um ano. Para 58% dos entrevistados, o preço dos alimentos está mais caro no supermercado no último mês e para 43%, a economia piorou.

Como forma de driblar a sensação da população, Lula citou no discurso desta tarde alguns feitos de sua gestão no campo da economia. Na fala, por exemplo, ele comentou sobre o tarifaço americano anunciado no ano passado a produtos brasileiros. “O (presidente dos Estados Unidos, Donald) Trump nos taxou, mas eu não vou ficar chorando, não vou ficar lamentando. Vou procurar alguém que queira comprar (produtos nacionais)”, disse.

Disse ainda que o câmbio brasileiro “não se resolve com medidas políticas do Brasil, se resolve quando os americanos mexem com o dólar”. “A nossa reserva internacional serve para evitar que toda e qualquer mexida no dólar possa ter impacto na nossa economia”, comentou.

Para além da economia, Lula também investiu no tom eleitoral para falar sobre a violência contra as mulheres. Nas últimas semanas, o combate ao feminicídio passou a ser citado por ele em quase todos os discursos, e deve entrar como uma das bandeiras na corrida ao Planalto deste ano. Segundo o petista, “quem bate em mulher” não precisa votar nele.

Lula rebateu as críticas sobre a quantidade de ministérios de seu governo — atualmente, 38 — e disse que, quanto menos pastas uma gestão tem, mais incompetente ela é. A fala do chefe do Executivo ocorre em meio à discussão sobre a criação de uma nova pasta, o Ministério da Segurança Pública, fruto de um desmembramento do Ministério da Justiça.

“Alguém dizia que quanto menos ministérios você tem, menos gastos (públicos) você tem. Eu vou dizer: quanto menos ministérios você tem, mais incompetente você é”, afirmou.

No fim do ano passado, Lula admitiu que pretende criar o 39º ministério como sendo o da Segurança Pública. Isso, segundo ele, aconteceria assim que o Congresso Nacional aprovasse a proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do mesmo assunto. Hoje, a questão da segurança pública é um assunto que está no escopo de atuação do Ministério da Justiça. Ou seja, a pasta terá que ser desmembrada para a criação de um novo ministério.

Apesar da discussão atual, a pasta não deve ser criada no curto prazo. Para além do fato de a PEC da Segurança Pública estar travada no Congresso, na semana passada, Lula deu posse ao novo ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, e uma eventual criação da pasta da Segurança Pública deve entrar como proposta da campanha à reeleição.

Presidentes Donald Trump e Luiz Inacio Lula da Silva — Foto: AP Photo/Mark Schiefelbein



Fonte ==> Exame

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