Em uma sessão para ficar marcada na história, o Ibovespa chegou a avançar quase 5.000 pontos no pregão e quebrar o recorde intradiário, ao tocar os 180.532 pontos, e subir mais de 2,8%. Perto do fim do pregão, porém, algumas blue chips se afastaram das máximas, o que fez o índice devolver uma parte da alta mais intensa. No fim do dia, a principal referência acionária local encerrou aos 178.859 pontos, com ganho de 1,86%, marcando nova máxima de fechamento nominal.
Após uma sequência de recordes batidos nesta semana, o Ibovespa acumulou uma alta de 8,53% no período, o que seria o melhor resultado semanal do índice desde 9 de abril de 2020, quando subiu 11,71%.
Segundo participantes do mercado, a disparada do índice no meio da tarde – quando bateu os 180 mil pontos – pode ter sido impulsionada pelo fato de que, mesmo sendo negociado nos Estados Unidos, ao adquirir uma cota do EWZ (que espelha as ações brasileiras), os investidores precisam comprar os papéis aqui. Perto do fim do dia, há os ajustes de compra e venda, o que intensifica a volatilidade das ações.
Com a turbina do capital estrangeiro apontada para fora dos EUA, os destaques entre as blue chips ficaram para as ações da Petrobras: as PN subiram 4,35% e as ON avançaram 3,97%. Já a Vale teve alta de 2,46%. Entre as instituições financeiras, os papéis de Banco do Brasil lideraram os ganhos, no valor de 3,54%.
Em Wall Street, os principais índices fecharam mistos: no fim, o Nasdaq subiu 0,28%; o S&P 500 fechou estável, com viés de alta de 0,03%; e o Dow Jones cedeu 0,58% .
Fonte ==> Exame