As tarifas comerciais dos Estados Unidos voltam ao centro do debate nesta semana. Embora parte do mercado tenha acreditado que a Suprema Corte poderia impor um freio a Donald Trump ao derrubar as alíquotas “recíprocas”, o republicano reagiu e anunciou uma tarifa global de 15%. O movimento tende a reacender a aversão ao risco, como já indicam os futuros dos índices em Nova York nesta manhã.
Por volta das 8h, o futuro do S&P 500 cedia 0,25% e do Nasdaq caía 0,39%. O DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,14%, a 97,66 pontos.
Apesar de Trump ter afirmado que as tarifas devem valer “imediatamente”, ainda não há clareza formal sobre a implementação. Para o Brasil, no entanto, a magnitude das taxas é uma boa notícia: o país terá a maior redução de tarifa média, de 13,6 pontos percentuais, segundo o Global Trade Alert. Já Reino Unido, Japão e União Europeia serão os principais prejudicados.
A decisão já se reflete no iShares MSCI Brazil ETF (EWZ), principal ETF de ações brasileiras negociado em Nova York, que avançava 0,58% no horário citado, ainda em meio ao movimento de rotação de recursos dos Estados Unidos para mercados emergentes.
Outro movimento relevante no cenário internacional é a declaração do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, que afirmou que provavelmente se reunirá com o enviado dos EUA, Steve Witkoff, em Genebra, na Suíça, na quinta-feira (26). Segundo ele, há “uma boa chance” de se alcançar uma solução diplomática para as ambições nucleares de Teerã.
Além de discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), não há indicadores relevantes no exterior nesta segunda-feira.
No Brasil, os investidores acompanham o Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central do Brasil, que reúne as principais projeções macroeconômicas do mercado. A temporada de balanços também volta ao radar, com a divulgação dos resultados de Telefônica Brasil (Vivo) e Gerdau nesta segunda-feira.
Ao longo da semana, os agentes aguardam ainda o IPCA-15 de fevereiro e o Caged de janeiro, ambos na sexta-feira, para calibrar as expectativas para juros e atividade.
Fonte ==> Exame