Ó dólar não estrangeiro avança nesta segunda-feira suportado, sobretudo, pela valorização acima de 12% no preço do petróleo, ao passo em que uma resolução do conflito no Oriente Médio parece não estar no horizonte. Os receios inflacionários levam o mercado a postergar as apostas por cortes pelo Federal Reserve (Fed) e ao avanço dos rendimentos dos Treasuries, o que também dá suporte à apreciação da moeda americana desde o início da semana passada.
Próximo às 9h, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, subia 0,30%, aos 99,28 pontos.O euro e a libra subiam 0,32% e 0,31% contra o câmbio americano.
Uma premissa importante para que o dólar se beneficie da alta dos preços do petróleo, segundo a chefe de pesquisa de câmbio e commodities do Commerzbank, Thu Lan Nguyen, é que o Fed responda a quaisquer riscos de inflação com uma política monetária mais restritiva do que outros bancos centrais. Caso contrário, o argumento positivo desapareceria.
Ela ainda nota que a leitura muito aquém do esperado para o “payroll” de fevereiro trouxe mais dúvidas sobre qual será o rumo da política monetária. “Resta saber até que ponto o Fed responderá de fato à ameaça agora iminente de um aumento significativo da inflação”, acrescenta.
As apostas do mercado apontam para uma probabilidade de 35,8% de o Fed cortar os juros apenas uma vez até dezembro, enquanto 29,9% esperam duas reduções até então. Há quase duas semanas, a probabilidade de uma política monetária mais flexível apresentava margens maiores.
Fonte ==> Exame