Os russos estão mais pessimistas em relação à situação da economia do que em qualquer outro momento dos últimos 20 anos, e a maioria afirma que o padrão de vida está piorando, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (30) pela organização de pesquisas Gallup.
A Gallup informou que 60% dos entrevistados na Rússia disseram que as condições econômicas na cidade ou região onde vivem estão piorando, enquanto apenas 27% acreditam que estão melhorando e 9% afirmaram que permanecem iguais.
Quando questionados sobre o padrão de vida, 56% disseram que ele está piorando, 29% afirmaram que está melhorando e 14% não perceberam mudanças.
A pesquisa, realizada por telefone com 1 mil russos entre 14 de março e 6 de maio, já refletia um sentimento de desalento antes mesmo do agravamento da crise de abastecimento de combustíveis neste mês.
Em um período de elevada demanda sazonal, faltas de gasolina foram registradas em diversas partes do país após a Ucrânia intensificar os ataques a refinarias de petróleo.
A confiança nas Forças Armadas russas caiu para 66%, segundo a Gallup, ante 80% em 2022, ano da invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia. Já a confiança no governo recuou para 53%, de 66% no mesmo período.
A Gallup também divulgou os resultados de uma pesquisa realizada na Ucrânia, que mostrou que a aprovação ao “desempenho da liderança dos Estados Unidos” caiu para 7%, enquanto 79% desaprovam.
Ao longo de duas décadas de pesquisas da Gallup em mais de 140 países, nenhum outro país registrou uma queda tão grande na aprovação aos Estados Unidos em um período de cinco anos, afirmou a organização.
O presidente dos EUA, Donald Trump, embora por vezes critique o presidente russo, Vladimir Putin, também tem pressionado o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a aceitar um acordo de paz em termos considerados inaceitáveis por Kiev. Em um encontro na Casa Branca no ano passado, Trump disse a Zelensky: “Você não tem as cartas.”
Segundo a Gallup, 24% dos entrevistados disseram que a Ucrânia deve continuar lutando até a vitória, enquanto 66% afirmaram que o país deve buscar negociar o fim da guerra o mais rápido possível — números praticamente inalterados em relação ao ano anterior, quando os percentuais eram de 24% e 69%, respectivamente.
A pesquisa não perguntou aos participantes que tipo de acordo negociado estariam dispostos a aceitar.
Fonte ==> Exame