O mau tempo atrapalhou, mas não impediu a realização do discurso do presidente Donald Trump no encerramento das celebrações pelos 250 anos de independência dos Estados Unidos neste sábado (4). Em tom de comício, a fala do presidente exaltou a grandeza do país, elogiou os “pais fundadores” e homenageou veteranos de guerra.
Trump subiu ao palco do National Mall por volta das 23h, um atraso considerável em relação ao horário inicial previsto para a cerimônia. Apenas dois números musicais abriram o evento: o tenor Christopher Macchio cantou “God Bless America”, e Lee Greenwood, em seguida, cantou “God Bless the USA”.
Logo no início do discurso, o presidente agradeceu ao público que permaneceu no entorno da Casa Branca para ouvi-lo. Trump disse que a organização “fez a coisa certa” ao pedir a dispersão das pessoas enquanto havia riscos de raios e que “mesmo que só houvesse uma pessoa, às quatro da manhã”, ele faria seu discurso.
“Estimaram que havia 375 mil pessoas antes, elas tiveram que sair, e agora estão pelo menos 150 mil pessoas aqui. É uma loucura. Eu me sinto mal pelas pessoas que saíram e não conseguiram voltar, mas vocês são pessoas muito especiais. E nós vivemos em um país muito especial. Muito obrigado”, disse.
Trump levou bandeiras históricas em seu discurso
O discurso seguiu, com exaltações aos dois séculos e meio de independência do país, ponto principal das celebrações. “Durante 250 anos, os Estados Unidos da América foram a esperança, a promessa, a luz e a glória entre todas as nações do mundo, em todo o planeta. Tentam ser como nós. Ninguém pode ser como nós”, disse Trump.
O presidente também apresentou ao público várias bandeiras históricas. Uma delas, da época em que a independência do país foi declarada, em 1776. A bandeira tem apenas 13 estrelas (a atual conta com 50) e 13 listras, que representam os 13 estados que se insurgiram contra os britânicos.
“É real, ela estava lá. E tremulou triunfante quando os britânicos acenaram com a bandeira branca da rendição em Yorktown. Foi uma enorme rendição, ninguém imaginou que aquilo seria possível”, completou Trump.
O presidente ainda contou a história do sargento William Harvey Carney, o primeiro militar afro-americano a receber a Medalha de Honra – mais alta honraria militar do país, reservada apenas para aqueles com feitos de bravura excepcional. “Ele amava nosso país, amava nossa bandeira”, disse Trump, que ainda agradeceu pelos serviços de outros veteranos que subiram ao palco.
Trump defendeu reforma para as eleições de meio de mandato
O presidente intercalou esses momentos de exaltação histórica com falas em tom de comício, principalmente contra os democratas e o que chamou de uma nova ameaça de avanço do comunismo no país.
Referindo-se às recentes vitórias de candidatos democratas nas primárias para as eleições de meio de mandato, em novembro, Trump reiterou suas advertências. “Não queremos comunistas em nosso país. Nunca funcionou”.
O republicano também aproveitou o espaço para promover suas propostas de reforma eleitoral. As medidas são consideradas controversas por tornarem muito mais rígidos os requisitos para o registro eleitoral e o processo de votação nas eleições federais, e estão apradas no Congresso.
“Os Estados Unidos voltaram, e queremos manter sua grandeza. Conseguiremos isso aprovando a Lei ‘SAVE America’, o que significa que todos os eleitores, todos, absolutamente todos, deverão apresentar uma identificação e fornecer algo chamado prova de cidadania. E não haverá voto por correio, salvo alguns casos”, prometeu.
Ao fim de sua fala, o presidente aproveitou para enaltecer os valores de patriotismo e liberdade que, segundo Trump, são a espinha dorsal do espírito americano.
“Não há desafios que nós, americanos, não possamos superar. Não há meta que não possamos alcançar. Não há nada que os americanos não possam fazer. Estamos provando isso agora. Não há sonho impossível que não possa ser alcançado. E o maior desses sonhos começou em um 4 de julho de 1776. Um povo livre merece um país livre. É um destino que foi escrito por Deus”, concluiu.
Fonte ==> Gazeta do Povo e Notícias ao Minuto