A respeito da reportagem “MEC sugere bets como ferramentas de ensino na escola, diz Defensoria (Metrópoles, 15/07/2026)”, o Ministério da Educação esclarece que a alternativa apontada como a correta em ofício da Defensoria Pública do Distrito Federal não corresponde à realidade.
Para a pergunta:
“A Política Nacional de Ensino Médio (Lei n° 14.945/2024) prevê, entre seus princípios, o desenvolvimento integral dos estudantes, com atenção às dimensões física, cognitiva e sócio emocional (Art. 35-B, §2°). Considerando o crescimento da participação de jovens em jogos de azar, o qual pode gerar problemas como dependência, endividamento e impactos emocionais, qual das ações escolares abaixo mais se alinha aos objetivos da lei para proteger e orientar os estudantes?”
A resposta correta é a letra “E”:
A) Organizar torneios escolares de apostas simuladas para ensinar os estudantes sobre os mecanismos dos jogos de azar, incentivando a prática para “aprender na experiência”;
B) Incentivar os estudantes a apostar valores simbólicos entre si em sala de aula, como estratégia para abordar a matemática financeira de forma prática e divertida;
C) Permitir que os estudantes utilizem aplicativos de apostas online durante os intervalos, como forma de respeitar sua liberdade de escolha e autonomia;
D) Tratar o tema apenas quando houver casos concretos de estudantes com problemas relacionados ao jogo, evitando antecipar o debate para não gerar curiosidade desnecessária;
E) Incluir, nos projetos de vida e nas disciplinas eletivas, ações de prevenção aos comportamentos de risco, como o envolvimento com jogos de azar, com foco no desenvolvimento da autonomia crítica dos estudantes.
A questão faz parte do curso Mais Ensino Médio, da plataforma AVAMEC, destinada à formação de professores da rede pública. O curso foi retirado do ar para atender ao pedido de verificação feito pela DPDF e, no tempo indicado, demais esclarecimentos serão apresentados ao órgão.
O MEC reitera que o objetivo da pergunta foi o aprimoramento do entendimento de professores sobre o funcionamento das chamadas “bets” e o consequente uso de tal informação como insumo para tratar de educação financeira, justamente para evitar que estudantes sejam vítimas de apostas eletrônicas.
Fonte ==> MEC