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Navio da era bizantina tem grande quantidade de ouro – 25/07/2026 – Ciência

Peças de joias douradas com detalhes ornamentais complexos dispostas sobre tecido azul. Entre elas, há dois objetos maiores com desenhos vazados e texturas variadas, além de pequenos acessórios dourados ao redor.

Um navio da era bizantina descoberto há mais de uma década no fundo do mar na costa sul da Croácia provavelmente transportava uma pessoa de alta patente e sua comitiva, a julgar pelas joias de ouro encontradas nos destroços, segundo arqueólogos.

Os pesquisadores anunciaram os resultados da análise na última quinta-feira (23).

Segundo eles, o naufrágio teria ocorrido no século 7º ou 8º. Além disso, os artefatos a bordo indicavam que não era uma embarcação mercante comum.

Entre eles estavam moedas de ouro datadas da dinastia Heráclida, de quatro imperadores, fivelas decoradas com rubis, esmeraldas e pérolas, e um anel de sinete de ouro com uma imagem de um imperador.

“[O anel] certamente não seria usado por qualquer pessoa”, disse Pavle Dugonjic, chefe do Departamento de Arqueologia Subaquática do Instituto de Conservação da Croácia, à Reuters.

Equipada com equipamentos de mergulho, a equipe passou a última década desvendando lentamente a história do navio, cujos destroços estão próximos à ilha adriática de Mljet.

“Há uma quantidade impressionante de ouro, a maior já encontrada em um naufrágio em todo o Mediterrâneo”, afirmou Igor Miholjek, chefe de pesquisa do Instituto de Conservação da Croácia. “Pesa mais de 600 gramas após limpeza e restauração.”

O Império Bizantino —sucessor do Império Romano e centrado em Constantinopla, atual Istambul, na Turquia— dominou o Mediterrâneo oriental, mas no início do século 8º estava mergulhado em turbulência e perdendo território.

“É o naufrágio mais importante do seu período”, afirmou Justin Leidwanger, professor de arqueologia da Universidade Stanford. “Se você está estudando o fim do Império Romano tardio e a transformação para o mundo medieval, este é um sítio fundamental para entender e obter informações sobre como o Mediterrâneo era conectado por suas rotas marítimas, como se fragmentou e como o império ruiu.”



Fonte ==> Folha SP – TEC

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