Apesar do apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros para que enviem navios de guerra a fim de manter o Estreito de Ormuz “aberto e seguro” em meio à disparada dos preços do petróleo durante a guerra com o Irã, nenhum país se comprometeu a fazê-lo neste domingo.
O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, disse à NBC que tem estado “em diálogo” com alguns dos países, sem nomeá-los, e afirmou esperar que a China “seja uma parceira construtiva” na reabertura do estreito, por onde normalmente passa um quinto das exportações globais de petróleo.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse à NBC que Teerã foi “abordada por diversos países” buscando passagem segura para seus navios, “e isso cabe às nossas forças armadas decidirem”. Ele disse que um grupo de navios de “diferentes países” teve permissão para passar, sem fornecer detalhes.
O Irã afirmou que o estreito está aberto a todos, exceto aos Estados Unidos e seus aliados. “Não vemos nenhum motivo para conversarmos com os americanos” sobre uma forma de pôr fim à guerra, acrescentou Araghchi, observando que Israel e os Estados Unidos iniciaram os combates com ataques coordenados em 28 de fevereiro, durante negociações indiretas entre americanos e iranianos.
As negociações se concentraram no programa nuclear iraniano, e Araghchi disse que Teerã “não tem nenhum plano para recuperar” o urânio enriquecido que está sob os escombros após os ataques americanos e israelenses do ano passado.
“Estamos analisando intensamente, com nossos aliados, o que pode ser feito, porque é crucial que o estreito seja reaberto”, disse o secretário de Energia do Reino Unido, Ed Miliband, à Sky News, acrescentando que o fim da guerra é a maneira “melhor e mais segura” de fazê-lo.”Estamos analisando intensamente, com nossos aliados, o que pode ser feito, porque é crucial que o estreito seja reaberto”, disse o secretário de Energia do Reino Unido, Ed Miliband, à Sky News, acrescentando que o fim da guerra é a maneira “melhor e mais segura” de fazê-lo.
O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul afirmou que “tomou nota” da ligação de Trump e que “coordenará de perto e analisará cuidadosamente” a situação com os EUA.
Há também grande expectativa de que Trump possa pedir ao Japão que envie navios de guerra quando a primeira-ministra, Sanae Takaichi, se encontrar com ele na quinta-feira na Casa Branca.
Não houve resposta imediata da China.)A França já havia declarado que está trabalhando com outros países — o presidente Emmanuel Macron mencionou parceiros na Europa, Índia e outros países asiáticos — em uma possível missão internacional para escoltar navios pelo estreito, mas ressaltou que isso só ocorreria quando “as circunstâncias permitirem”, após a diminuição dos combates.
Enquanto isso, os estoques emergenciais de petróleo “em breve começarão a fluir para os mercados globais”, afirmou a Agência Internacional de Energia (AIE) no domingo, descrevendo a ação coletiva para reduzir os preços como “a maior de todos os tempos”.
A AIE atualizou o anúncio da semana passada de 400 milhões de barris para quase 412 milhões. Os países membros da Ásia planejam liberar os estoques “imediatamente”, afirmou, e as reservas da Europa e das Américas serão liberadas “a partir do final de março”.
Fonte ==> Exame