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Austrália e Japão ampliam parceria em energia e minerais críticos | Mundo

Austrália e Japão ampliam parceria em energia e minerais críticos | Mundo

Austrália e Japão concordaram nesta segunda-feira (4) em aprofundar a cooperação nas áreas de energia e minerais críticos durante encontro entre a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, e o premiê australiano, Anthony Albanese, em Sydney, durante visita oficial de três dias da líder japonesa ao país.

Após assinarem no mês passado um acordo histórico de defesa, os dois governos decidiram ampliar a colaboração para fortalecer as cadeias de suprimentos de energia, alimentos e minerais estratégicos.

“A Austrália e o Japão estão tomando medidas para proteger suas economias de futuros choques e incertezas globais”, afirmou Albanese em comunicado.

“Ao trabalharmos juntos, construiremos cadeias de suprimentos mais seguras e resilientes, beneficiando empresas e consumidores australianos e japoneses agora e no futuro”, acrescentou.

A Austrália responde por cerca de um terço do fornecimento de energia do Japão e é o principal fornecedor de gás natural liquefeito (GNL) para o país asiático.

As duas nações vêm tentando reforçar a segurança energética em meio às tensões no Oriente Médio, que têm afetado o comércio global. Empresas japonesas também acompanham de perto os desdobramentos da indústria australiana de GNL, diante de riscos de greves em grandes instalações de gás e da pressão política por aumento de impostos sobre exportações.

“Assim como o Japão, estamos muito preocupados com possíveis interrupções no fornecimento de combustíveis líquidos e derivados de petróleo refinado”, disse Albanese.

A Austrália também pretende oferecer apoio de até 1,3 bilhão de dólares australianos (US$ 937 milhões) para projetos de minerais críticos com participação japonesa. A iniciativa poderá ampliar o fornecimento ao Japão de recursos como gálio, níquel, grafite, terras raras e fluorita.

Takaichi chegou à Austrália após visita ao Vietnã, onde discutiu cooperação em energia e minerais críticos e incentivou países do Sudeste Asiático a fortalecer cadeias regionais de suprimentos.

No mês passado, o Japão assinou contratos que deram início a um acordo de 10 bilhões de dólares australianos (US$ 7 bilhões) para fornecer navios de guerra à Austrália — a maior venda militar de Tóquio desde o fim da proibição de exportações de equipamentos de defesa, em 2014.



Fonte ==> Exame

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