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Autor: Leandro Pereira

Leandro Pereira

A síndrome do Dick Vigarista

Lázaro do Carmo Jr. certa vez resumiu uma lógica poderosa: “Eu divido riqueza para não reclamar de pobreza.” A frase parece simples. Mas revela algo profundo sobre a forma como algumas pessoas enxergam crescimento. Existe uma diferença silenciosa entre quem constrói valor coletivamentee quem encara sucesso como disputa permanente de espaço. O personagem Dick Vigarista simbolizava bem esse contraste. Ele

Leandro Pereira

O executivo ambidestro morreu

Durante anos, ambidestria organizacional foi tratada como uma vantagem competitiva. Explorar o presente sem perder capacidade de construir o futuro.Operar eficiência e inovação simultaneamente.Executar enquanto transforma. A lógica continua correta. O problema é que o contexto mudou. Porque, em um ambiente onde Inteligência Artificial começa a remodelar produtividade, decisão e vantagem competitiva em velocidade exponencial, ser apenas “ambidestro” talvez já

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Quando a IA vira martelo

Abraham Kaplan, ao formular a chamada Lei do Instrumento, alertava para um risco recorrente: quando uma lógica se torna dominante demais, passamos a reinterpretar problemas para que caibam nela. A Inteligência Artificial começa a enfrentar exatamente esse perigo. À medida que se consolida como uma das maiores alavancas de produtividade, clareza e escala da história recente, cresce também uma distorção

Leandro Pereira

Pense simples. Execute complexo.

Existe um erro recorrente entre líderes experientes: confundir complexidade com profundidadee simplicidade com superficialidade. Foi assim que muitas empresas passaram a acreditar que crescer exige, inevitavelmente, complicar. Mais processos.Mais camadas.Mais fóruns.Mais validações. Como se sofisticação organizacional fosse proporcional ao número de obstáculos internos. Não é. Gustavo Caetano, em sua defesa radical da simplicidade, toca em um ponto frequentemente subestimado: simplificar

Quando o sistema recompensa o comportamento errado

Quando o sistema recompensa o comportamento errado

Existe uma crença recorrente nas organizações. A de que resultados são consequência direta de decisões. Se as decisões forem corretas, os resultados tendem a aparecer.Se os resultados não aparecem, algo na decisão precisa ser ajustado. A lógica parece consistente. Mas, na prática, raramente é suficiente. Porque, entre decisão e resultado, existe um elemento muitas vezes negligenciado: o comportamento. E comportamento

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Decidir sem ver: o verdadeiro teste da liderança moderna

Existe uma expectativa implícita nas organizações. Executivos devem tomar decisões bem fundamentadas.Baseadas em dados.Sustentadas por análises consistentes. O problema é que essa expectativa parte de uma premissa que raramente se sustenta na prática: a de que é possível enxergar o sistema com clareza suficiente antes de decidir. Na maioria dos casos, não é. Ambientes organizacionais complexos não oferecem visibilidade completa.Oferecem

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Networking não é sobre conexões. É sobre percepção

Durante muito tempo, networking foi tratado como uma habilidade social. Construir relacionamentos.Expandir contatos.Manter proximidade com pessoas relevantes. Nada disso está errado. Mas também não é o ponto central. Porque, em ambientes complexos, o valor real de uma rede não está na quantidade de conexões. Está na qualidade das perspectivas que ela permite acessar. Toda decisão executiva é limitada por contexto.

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O que só fica visível quando você sai do sistema

Foram quinze dias fora da rotina. Sem reuniões.Sem dashboards.Sem decisões urgentes. E, curiosamente, foi nesse afastamento que algumas coisas ficaram mais claras. Existe uma diferença relevante entre operar um sistemae enxergar um sistema. No dia a dia executivo, estamos imersos.Respondendo, ajustando, decidindo, reagindo. A proximidade cria velocidade.Mas também cria distorção. Quanto mais próximos estamos da operação, maior a tendência de

Durante décadas, a gestão empresarial evoluiu criando estruturas cada vez mais eficientes para decisões locais. Departamentos especializados, indicadores específicos, metas claras e responsabilidades bem delimitadas.

Quando decisões locais destroem estratégias globais

Nas organizações modernas existe um paradoxo pouco discutido. Empresas raramente fracassam por falta de boas decisões.Com muito mais frequência, fracassam por excesso delas. Boas decisões. Tomadas por pessoas competentes.Baseadas em dados corretos.Defendidas por métricas legítimas. E ainda assim, quando combinadas, produzem resultados incoerentes. O problema raramente está na decisão em si.Está no sistema onde ela acontece. Durante décadas, a gestão

Formamos executivos profundos em finanças, operações, tecnologia, marketing ou pessoas. Criamos estruturas funcionais eficientes, métricas precisas e carreiras baseadas no domínio técnico crescente.

A ilusão da especialização na era da complexidade

Durante décadas, construímos organizações orientadas por uma premissa aparentemente inquestionável: quanto maior a especialização, melhor a decisão. Formamos executivos profundos em finanças, operações, tecnologia, marketing ou pessoas. Criamos estruturas funcionais eficientes, métricas precisas e carreiras baseadas no domínio técnico crescente. O modelo funcionou.Até deixar de funcionar. O paradoxo contemporâneo é silencioso: nunca tivemos tantos especialistas altamente qualificados — e, ainda

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O executivo ambidestro morreu

Durante anos, ambidestria organizacional foi tratada como uma vantagem competitiva. Explorar o presente sem perder

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Quando a IA vira martelo

Abraham Kaplan, ao formular a chamada Lei do Instrumento, alertava para um risco recorrente: quando

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Pense simples. Execute complexo.

Existe um erro recorrente entre líderes experientes: confundir complexidade com profundidadee simplicidade com superficialidade. Foi