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Autor: Leandro Pereira

Leandro Pereira

A alegria de construir

Existe uma satisfação que dificilmente aparece nos indicadores. Ela também não costuma ser reconhecida em cerimônias ou premiações. É a alegria de construir. Construir uma ideia. Construir uma equipe. Construir uma empresa. Construir algo que, até pouco tempo atrás, existia apenas como possibilidade. Essa satisfação possui uma característica curiosa. Ela não depende do resultado. Depende do processo. Quem encontra prazer

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A segunda leitura

Algumas coisas só revelam seu verdadeiro significado na segunda leitura. Um livro. Uma obra de arte. Uma conversa. Uma decisão. A primeira leitura costuma responder às perguntas mais evidentes. A segunda revela aquilo que permaneceu invisível. Experiência e tempo caminham próximos por uma razão simples: ambos oferecem a oportunidade de reler. Reler um mercado. Reler uma estratégia. Reler uma convicção.

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Os craques não vencem a Copa

A Copa do Mundo tem uma pedagogia própria. A cada quatro anos, ela nos lembra que talento individual é indispensável. Mas raramente é suficiente. Uma seleção pode reunir os melhores nomes, os jogadores mais valiosos, os currículos mais brilhantes. Ainda assim, isso não garante nada. Porque futebol não é apenas soma de talentos. É sistema. É encaixe.É leitura coletiva.É ocupação

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O perigo de vencer discussões

Existe algo curiosamente valorizado no mundo corporativo. A capacidade de vencer discussões. Argumentar melhor.Responder mais rápido.Convencer mais pessoas. Em muitos ambientes, isso é interpretado como sinal de liderança. Mas sistemas complexos costumam operar por uma lógica diferente. Porque uma discussão produz vencedores. Já uma boa decisão produz compreensão. E nem sempre as duas coisas acontecem ao mesmo tempo. À medida

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O custo de estar certo

Existe uma diferença importante entre estar errado e estar desatualizado. A maioria das organizações sabe lidar com o primeiro caso. Quando algo falha, os sinais aparecem. Os resultados pioram.Os indicadores reagem.O mercado responde. O erro se torna visível. Muito mais difícil é reconhecer quando uma ideia continua funcionando, mas já não explica o futuro com a mesma precisão que explicava

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O fascínio do movimento

Existe algo fascinante no movimento. Ele transmite energia.Transmite dinamismo.Transmite a sensação de que algo importante está acontecendo. Talvez por isso sejamos tão atraídos por ele. Desde cedo aprendemos a associar movimento a progresso. Quem está parado parece estagnado.Quem está em movimento parece avançar. Mas sistemas complexos raramente são tão simples. Nas organizações, o movimento está por toda parte. Projetos são

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A experiência pode estar mentindo para você

Existe um paradoxo pouco discutido na liderança. As organizações valorizam experiência porque ela reduz incerteza. E, de fato, durante muito tempo ela funciona exatamente assim. Experiência acelera decisões.Evita erros conhecidos.Ajuda a reconhecer padrões. O problema surge quando o ambiente muda. Porque experiência não é apenas conhecimento acumulado. É também um conjunto de premissas acumuladas. E premissas envelhecem. O que funcionou

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A síndrome do Dick Vigarista

Lázaro do Carmo Jr. certa vez resumiu uma lógica poderosa: “Eu divido riqueza para não reclamar de pobreza.” A frase parece simples. Mas revela algo profundo sobre a forma como algumas pessoas enxergam crescimento. Existe uma diferença silenciosa entre quem constrói valor coletivamentee quem encara sucesso como disputa permanente de espaço. O personagem Dick Vigarista simbolizava bem esse contraste. Ele

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O executivo ambidestro morreu

Durante anos, ambidestria organizacional foi tratada como uma vantagem competitiva. Explorar o presente sem perder capacidade de construir o futuro.Operar eficiência e inovação simultaneamente.Executar enquanto transforma. A lógica continua correta. O problema é que o contexto mudou. Porque, em um ambiente onde Inteligência Artificial começa a remodelar produtividade, decisão e vantagem competitiva em velocidade exponencial, ser apenas “ambidestro” talvez já

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Quando a IA vira martelo

Abraham Kaplan, ao formular a chamada Lei do Instrumento, alertava para um risco recorrente: quando uma lógica se torna dominante demais, passamos a reinterpretar problemas para que caibam nela. A Inteligência Artificial começa a enfrentar exatamente esse perigo. À medida que se consolida como uma das maiores alavancas de produtividade, clareza e escala da história recente, cresce também uma distorção

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A alegria de construir

Existe uma satisfação que dificilmente aparece nos indicadores. Ela também não costuma ser reconhecida em

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A segunda leitura

Algumas coisas só revelam seu verdadeiro significado na segunda leitura. Um livro. Uma obra de

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O perigo de vencer discussões

Existe algo curiosamente valorizado no mundo corporativo. A capacidade de vencer discussões. Argumentar melhor.Responder mais

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O custo de estar certo

Existe uma diferença importante entre estar errado e estar desatualizado. A maioria das organizações sabe

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O fascínio do movimento

Existe algo fascinante no movimento. Ele transmite energia.Transmite dinamismo.Transmite a sensação de que algo importante

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O executivo ambidestro morreu

Durante anos, ambidestria organizacional foi tratada como uma vantagem competitiva. Explorar o presente sem perder

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Quando a IA vira martelo

Abraham Kaplan, ao formular a chamada Lei do Instrumento, alertava para um risco recorrente: quando