A companhia aérea Azul anunciou, nesta sexta-feira (20), que concluiu com sucesso o seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (o “Chapter 11”). A empresa iniciou os trâmites em maio do ano passado.
“Este é um marco decisivo para a Azul”, afirmou John Rodgerson, CEO da companhia, em nota. “Em pouco menos de nove meses, concluímos uma reestruturação abrangente que fortaleceu de forma significativa nosso balanço e posicionou a Azul para uma estabilidade de longo prazo. Estamos saindo do ‘Chapter 11’ com o apoio de alguns dos parceiros financeiros e estratégicos mais respeitados da aviação global”, disse. Segundo a Azul, o novo capital social da empresa totaliza R$ 21,8 bilhões, dividido por 54,730 bilhões de ações ordinárias.
Ainda conforme a empresa, caso as três séries de bônus de subscrição sejam integralmente exercidas, o número total de ações da companhia será elevado para 66.857 bilhões.
Segundo a Azul, a reestruturação foi implementada por meio de acordos com seus principais credores, incluindo detentores de títulos de dívida, sua maior arrendadora de aeronaves, a AerCap, além de dois investidores estratégicos, a United e a American Airlines.
A aérea apontou que, ao fim do processo, alcançou uma redução de 36% nos custos de arrendamento. A aérea disse ainda que o seu débito com empréstimos e financiamentos foi reduzido em cerca de US$ 1,1 bilhão.
A empresa destacou que conseguiu levantar cerca de US$ 1,375 bilhão com a emissão de títulos de dívida sênior.
Segundo a aérea, mesmo diante dos desafios da reestruturação, a empresa conseguiu manter um nível de operação de cerca de 800 voos por dia. A Azul disse ter transportado 32 milhões de passageiros em 2025, maior nível na sua história.
Fonte ==> Exame