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Bons livros de ciência, história e fantasia que li em 2025 – 01/01/2026 – Darwin e Deus

Capa do livro Katabasis com ilustração de uma estrutura arquitetônica impossível em perspectiva, formando um prisma retorcido com escadas e corredores. O fundo é verde escuro e o título aparece em amarelo em destaque, com o nome da autora no topo.

Já virou tradição de fim de ano/começo de ano neste espaço o compartilhamento das minhas leituras após a última voltinha da Terra em torno do Sol. Para manter a escrita, segue abaixo, em primeiro lugar, a minha lista “bruta” de 2025.

Logo depois da lista, falo brevemente dos livros de ciência, história e ficção que mais me marcaram no ano que passou. Também seguindo o costume, deixarei os clássicos de lado e me concentrarei em lançamentos recentes (ainda que não necessariamente apenas os de 2025).

Sem mais delongas, ei-los:

1) “Ishi in Two Worlds”, Theodora Kroeber

2) “O Mago”, Fernando Morais

3) “Going Postal”, Terry Pratchett

4) “Gnosticism: from Nag Hammadi to the Gospel of Judas”, David Brakke

5) “Renato Russo: O Filho da Revolução”, Carlos Marcelo

6) “Mariposa Vermelha”, Fernanda Castro

7) “The Golden Road”, William Dalrymple

8) “The African Experience from Lucy to Mandela”, Kenneth Vickery (releitura)

9) “Ivanhoe”, Walter Scott

10) “Jonathan Strange & Mr Norrell”, Susanna Clarke (releitura)

11) “Não Foi Isso Que Eu Quis Dizer”, Carol Jesper

12) “O Silmarillion”, J.R.R. Tolkien (releitura)

13) “M: Os Últimos Dias da Europa”, Antonio Scurati

14) “The Golden Rhinoceros”, François-Xavier Fauvelle (releitura)

15) “O Que É Meu”, José Henrique Bortoluci

16) “As Pequenas Chances”, Natalia Timerman

17) “Amora”, Natalia Borges Polesso

18) “Le Morte Darthur”, Sir Thomas Malory

19) “O Ocidente: Uma Nova História em Catorze Vidas”, Naoíse Mac Sweeney

20) “Circe”, Madeline Miller (releitura)

21) “Determinado”, Robert Sapolsky

22) “The King Must Die”, Mary Renault (releitura)

23) “O Que Os Psiquiatras Não Te Contam”, Juliana Belo Diniz

24) “Boy Jesus”, Joan Taylor

25) “Amar, Verbo Intransitivo”, Mário de Andrade

26) “Gilead”, Marilynne Robinson (releitura)

27) “The Bull from the Sea”, Mary Renault (releitura)

28) “The Herods”, Bruce Chilton

29) “As Flores do Bem”, Sidarta Ribeiro

30) “Ender’s Game Alive”, Orson Scott Card (releitura)]

31) “Nexus”, Yuval Noah Harari

32) “The Lost City of Z”, David Grann (releitura)

33) “A Revolução Cristã”, David Bentley Hart

34) “Ethiopia and the World”, Yonatan Binyam e Verena Krebs

35) “Literatura Infantil”, Alejandro Zambra

36) “Il Sistema Periodico”, Primo Levi

37) “Empire of the Summer Moon”, S.C. Gwynne

38) “A Ditadura Envergonhada”, Elio Gaspari

39) “Os Lusíadas”, Luís de Camões (releitura)

40) “How Life Works”, Philip Ball

41) “The Roman Revolution”, Nick Holmes

42) “Amores Improváveis”, Edney Silvestre

43) “From Hell”, Alan Moore e Eddie Campbell

44) “A Fé e o Fuzil”, Bruno Paes Manso

45) “Ai de Ti, Copacabana!”, Rubem Braga

46) “Análise”, Vera Iaconelli

47) “An Introduction to Christian Mysticism”, Jason M. Baxter

48) “O Trato dos Viventes”, Luiz Felipe de Alencastro

49) “Proto”, Laura Spinney

50) “Psiconautas”, Marcelo Leite

51) “The Dispossessed”, Ursula K. Le Guin (releitura)

52) “Guerra em Surdina”, Boris Schnaiderman

53) “Antes do Início”, Ernesto Mané

54) “A Nudez de Afrodite”, Cláudio Moreno

55) “Dear and Glorious Physician”, Taylor Caldwell (releitura)

56) “The Bible Unearthed”, Neil Asher Silberman e Israel Finkelstein (releitura)

57) “A Cicatriz”, China Mièville (releitura)

58) “Árvore e Folha”, J.R.R. Tolkien (releitura)

59) “The Adventures of Tom Bombadil”, J.R.R. Tolkien (releitura)

60) “Tudo É Rio”, Carla Madeira

61) “La Voglia dei Cazzi e Altri Fabliaux Medievali”, Alessandro Barbero

62) “Para Entender (Quase) Tudo Sobre o Clima”, BonPote, Anne Brès, Claire Marc (org.)

63) “Darwin Vai ao Cinema”, Glauco Machado

64) “León XIV: Ciudadano del Mundo, Misionero del Siglo XXI”, Elise Ann Allen

65) “História da África”, José Rivair Macedo

66) “Cuba: An American History”, Ada Ferrer

67) “Five Ways to Forgiveness”, Ursula K. Le Guin (releitura)

68) “A City on Mars”, Kelly e Zach Weinersmith

69) “A Muralha”, Dinah Silveira de Queiroz

70) “S. Bernardo”, Graciliano Ramos

71) “A History of Ancient Israel”, Eric Cline

72) “Katábasis”, R.F. Kuang

73) “The Golden Road”, William Dalrymple (releitura)

74) “Sr. Boaventura”, J.R.R. Tolkien (releitura)

75) “Great Pharaohs of Ancient Egypt”, Bob Brier

76) “The Tower and the Ruin”, Michael D.C. Drout

77) “Baviera Tropical”, Betina Anton

78) “From Here to Infinity: An Exploration of Science Fiction Literature”, Michael D.C. Drout

79) “Não Fossem as Sílabas do Sábado”, Mariana Salomão Carrara

80) “The Hearing Trumpet”, Leonora Carrington

81) “Farmer Giles of Ham”, J.R.R. Tolkien (releitura)

82) “Babel-17”, Samuel R. Delany

Para eleger os melhores, a briga foi boa. Mas tentemos. Como aqui não preciso ficar restrito ao que foi publicado em 2025, vou recuar um pouquinho no tempo e apontar um empate técnico entre dois livros muito diferentes, mas igualmente incríveis, na categoria Ciência: “Psiconautas”, de Marcelo Leite, talvez o melhor exemplo de jornalismo científico com qualidade literária no Brasil que vi nas últimas décadas, sobre os estudos com substâncias psicodélicas; e “A City on Mars”, de Kelly e Zach Weinersmith, divertidíssimo e um excelente balde de água fria em quem acha que já estamos prestes a colonizar o Planeta Vermelho e o resto do Sistema Solar.

Meu eleito na categoria História me deixou tão fascinado que o li duas vezes no mesmo ano. Trata-se de “The Golden Road”, do escocês William Dalrymple, uma análise de como o “soft power” indiano transformou metade do planeta na Antiguidade e Idade Média. Fica aqui também a menção honrosa para “Ethiopia and the World”, de Yonatan Binyam e Verena Krebs, brevíssima e excelente introdução ao surgimento do Império Etíope e suas conexões com Roma, Pérsia, Arábia e outras regiões do globo.

Na categoria Ficção, o livro que realmente me pegou pelos colarinhos foi a fantasia “Katábasis”, da sino-americana R.F. Kuang: literalmente uma viagem ao Inferno acadêmico (entendedores entenderão), com referências a Dante, Platão, textos budistas e hinduístas e, claro, Tolkien. Menção honrosa para “A Cicatriz”, romance steampunk do britânico China Mièville (devo escrever mais a respeito em breve).

E é isso! Um excelente ano a todos!



Fonte ==> Folha SP – TEC

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