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BV fecha parceria no Vale do Silício para acelerar uso de IA e inovação tecnológica | Finanças

BV fecha parceria no Vale do Silício para acelerar uso de IA e inovação tecnológica | Finanças

O banco BV anunciou uma parceria com a Enhub, que lhe dará uma presença institucional no Vale do Silício, na Califórnia, um dos maiores ecossistemas de inovação do mundo. A ideia é acelerar a integração de Inteligência Artificial (IA) e soluções disruptivas em suas operações, elevando a experiência do cliente.

A Enhub é uma companhia especializada em conectar líderes e empresas com os principais ecossistemas de inovação do mundo e atuará como um braço do BV no Vale do Silício, operando de forma contínua e integrada às prioridades estratégicas da instituição. Os executivos do banco farão visitas frequentes à região. A parceria também tem conexões com centros de pesquisa de excelência, como as universidades de Stanford e Berkeley.

“Nossa presença no Vale do Silício é um passo fundamental para consolidar o BV como um banco que não apenas acompanha, mas antecipa as transformações tecnológicas”, afirma Alberto Campos, vice-presidente de Tecnologia do banco BV. “Estar lá presencialmente, ver as soluções funcionando na prática, na sua frente, tem um valor muito diferente. O Vale do Silício é onde conceitos são lançados e testados”.

O BV realizou duas missões recentes com a alta cúpula do banco para a região e ficou impressionado com o que viu por lá. Dessas visitas, já surgiu a implementação do projeto Impulsiona, para avançar em áreas como pessoas, agentificação, processos corporativos e desenvolvimento de software. Outro resultado, inesperado, veio justamente da vantagem de estar presencialmente por lá.

“Tivemos uma reunião com uma empresa de importação e exportação e, ao nos mostrar o que eles faziam para o pagamentos de impostos, isso nos deu uma luz. A reunião não era sobre isso e são coisas que você não captaria em uma reunião por Teams ou qualquer outra ferramenta virtual”, diz Campos. Com o “estalo” ocorrido nessa visita, o BV acabou criando uma espécie de “framework” que registra os impostos a serem pagos, calcula os valores e consolida tudo de forma simplificada. “Quem paga o IVA (imposto sobre valor agregado) não consegue entender a complexidade tributária que temos aqui no Brasil. E, de novo, não dá pra explicar numa chamada de vídeo. É algo que dá um nó na cabeça deles”.

O BV não descarta que a presença no Vale do Silício evolua futuramente para um escritório direto, mas diz que, antes, quer estender o processo de conexão das novas tecnologias para todos os seus quase quatro mil funcionários. “Trabalhamos muito em cima de projetos específicos e vamos mandar vários times de executivos para lá. A questão é que não dá para levar o banco todo para o Vale do Silício”, brinca o vice-presidente.

Alguns anos atrás o BV já teve uma parceria parecida com uma empresa que o conectava com o ecossistema de tecnologia de Israel, reconhecido pela sua expertise em cibersegurança. E Campos diz que, futuramente, também pode fazer algo similar na China. “Os chineses são muito bons para escalar uma tecnologia, trazer os preços para patamares mais interessantes. E são líderes em áreas como robótica, por exemplo. Mas em termos de inovação tecnológica, o Vale do Silício ainda fala primeiro”.



Fonte ==> Exame

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