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Colômbia vai às urnas para 1.º turno de eleição que definirá substituto de Petro | Mundo

Colômbia vai às urnas para 1.º turno de eleição que definirá substituto de Petro | Mundo

Os colombianos votarão neste domingo (31) para eleger presidente e vice-presidente para um período de quatro anos, entre uma lista de 11 candidatos de todas as correntes políticas.

Para vencer a eleição, é necessário obter metade mais um do total dos votos. Caso nenhum candidato alcance esse resultado no primeiro turno, será realizado um segundo turno em 21 de junho, com os dois mais votados, e vencerá quem obtiver a maioria dos votos.

Iván Cepeda, o candidato apoiado por Gustavo Petro – o primeiro presidente de esquerda da história democrática da Colômbia – liderava a última pesquisa da AtlasIntel com 38,7% das intenções de voto, seguido pelo advogado Abelardo de la Espriella, do Defensores da Pátria, defensor de políticas “de mano dura” contra a criminalidade, com 37,3%. Em terceiro lugar aparece a senadora Paloma Valencia, do Centro Democrático, que tem o apoio do ex-presidente Álvaro Uribe, com 14,3%.

A seguir, tudo que você precisa saber sobre o pleito:

Como a Colômbia chega à eleição?

As eleições presidenciais ocorrem em meio a preocupações com a violência política após o assassinato de Uribe Turbay e múltiplas ameaças a outros candidatos, além da atuação de grupos armados ilegais que disputam o controle de territórios estratégicos para o narcotráfico e a economia ilegal.

A Defensoria do Povo estatal alertou que a principal preocupação gira em torno da “governança de grupos armados”, que poderiam influenciar o comportamento eleitoral.

Durante a campanha, a Defensoria e órgãos como a ONU pediram que os candidatos reduzissem o tom do debate e das acusações mútuas para evitar maior polarização.

O próximo governo também terá de decidir se dará continuidade ou não à política de “paz total” lançada por Petro, que busca negociar simultaneamente com diversos atores armados para reduzir a violência, mas que não conseguiu desarmá-los nem conter seu poder.

Também estará em jogo a relação com o Congresso, que será renovado em julho com forte presença do Pacto Histórico, além das altas cortes e da Procuradoria-Geral, com as quais Petro manteve uma relação tensa.

O que está em votação?

Os colombianos escolherão o sucessor de Gustavo Petro, que em 2022 foi eleito como o primeiro presidente de esquerda do país e concluirá seu mandato em agosto, sem possibilidade legal de reeleição.

Também será escolhida a chapa vice-presidencial que substituirá Francia Márquez, primeira mulher afrodescendente a ocupar o cargo.

O segundo colocado na votação terá direito a uma cadeira no Senado, no caso do candidato presidencial, e outra na Câmara dos Representantes, no caso da chapa vice-presidencial.

Serão 11 candidatos na disputa, embora na cédula apareçam dois adicionais que desistiram na reta final para apoiar Iván Cepeda, senador e candidato pelo Pacto Histórico, corrente política liderada por Petro.

Cepeda aparece entre os primeiros colocados em diferentes pesquisas de intenção de voto, assim como Paloma Valencia, senadora e candidata do oposicionista Centro Democrático, e Abelardo de la Espriella, advogado que concorre pelo movimento cidadão Defensores da Pátria e também opositor de Petro.

Também disputam nomes moderados como Claudia López, ex-prefeita de Bogotá, e Sergio Fajardo, ex-prefeito de Medellín e ex-governador de Antioquia, além de ex-integrantes do governo Petro, como Roy Leonardo Barreras, ex-embaixador no Reino Unido, e Mauricio Lizcano, ex-ministro de Tecnologias da Informação e Comunicações.

Também concorre Miguel Uribe Londoño, que entrou na disputa no lugar de seu filho Miguel Uribe Turbay, morto no ano passado quando era pré-candidato presidencial após um ataque a tiros durante um comício político.

Eleitorado e contagem de votos

Mais de 41,4 milhões de colombianos estão aptos a votar — de uma população total de 53 milhões —, sendo que 1,4 milhão votará no exterior.

As seções eleitorais serão abertas às 8h (10h no horário de Brasília) e fechadas às 16h (18h no horário de Brasília). Imediatamente após o encerramento, terá início a contagem de votos realizada por mesários — cidadãos escolhidos aleatoriamente — sob supervisão de observadores e testemunhas eleitorais, que podem fotografar os formulários de apuração.

No dia da votação, a Registradoria Nacional divulga resultados de uma contagem de caráter informativo, mas não definitivo. Depois, são feitos os escrutínios oficiais, que verificam os resultados, analisam contestações e declaram o vencedor.



Fonte ==> Exame

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