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CVM multa em R$ 26 milhões acusados de operação fraudulenta e proíbe atuação de um deles por seis anos | Finanças

A diretora da CVM Marina Copola, relatora do caso — Foto: Leo Pinheiro/Valor

O colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) condenou, por unanimidade, Felipe Toscano, dono da Vix Trade, e Alexandre Melo, agente autônomo de investimentos, por operação fraudulenta no mercado de capitais. Eles foram penalizados com multa no valor somado de R$ 26 milhões. Toscano também foi condenado à proibição temporária de seis anos (78 meses) de atuar em qualquer modalidade no mercado.

A decisão foi tomada em julgamento na terça-feira (14). Os agentes punidos poderão apresentar recurso ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN, o Conselhinho). Os acusados não apresentaram defesa, e Valentia tenta contato com eles.

O processo sancionador foi instaurado pela Superintendência de Processos Sancionadores (SPS) em 2022, a partir de seis processos administrativos abertos entre agosto de 2017 e março de 2020, com denúncias feitas por corretoras de valores mobiliários que tiveram vínculo contratual com a Vix Trade e Alexandre Melo; comunicações de autoridades públicas relativas ao relacionamento de um investidor com os acusados; e manifestações de investidores.

Para a acusação, formulada pela área técnica da CVM, Toscano teria usado a própria reputação no mercado financeiro, seu registro como assessor de investimentos e vínculos com intermediários para dar aparência de legitimidade a um esquema de captação de recursos junto a diversos investidores, com promessas de rentabilidade elevada e segurança nas aplicações.

Ainda de acordo com a acusação, após a captação dos recursos, Toscano teria passado a fornecer aos investidores extratos falsos e informações inverídicas sobre os resultados das aplicações, omitindo prejuízos e relatando operações inexistentes. Para isso, teria criado sites e e-mails falsos.

Quanto a Alexandre Melo, a área técnica da CVM sustentou que ele teria tido um papel-chave no começo do esquema, em especial na captação e relacionamento com investidores. Conforme consta no relatório do caso, Melo “teria apresentado os produtos e rentabilidades simuladas, enviando prospectos e materiais com promessas de ganhos expressivos”. Além disso, teria atuado na abertura de contas e no suporte aos clientes após a captação.

No julgamento, a diretora Marina Copola, relatora do caso, votou pela condenação dos acusados. A avaliação foi acompanhada pelo diretor João Accioly, que presidiu os trabalhos, e pelo superintendente de supervisão de riscos estratégicos, Luis Felipe Lobianco, que participou como diretor substituto. Lobianco votou no lugar do presidente interino, Otto Lobo, que se ausentou por agenda institucional.

A diretora da CVM Marina Copola, relatora do caso — Foto: Leo Pinheiro/Valor



Fonte ==> Exame

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