Rodrigo Ferreira Calixto construiu sua relação com a tecnologia muito antes de ela se tornar palavra de ordem no setor automotivo. Engenheiro de controle e automação, formado no início dos anos dois mil, ele sempre enxergou os sistemas e os processos como algo vivo, em constante evolução. Essa mentalidade o acompanhou desde os primeiros anos de carreira até a fundação, em dois mil e oito, da Escuderia GWR Automotive Service, em São José dos Campos. O que começou como uma oficina focada em excelência técnica logo se transformaria em um espaço de inovação contínua.
Nos primeiros anos, a prioridade foi construir reputação. Qualidade, treinamento constante e atenção ao cliente colocaram a oficina entre as mais reconhecidas da região. Em dois mil e dezoito, a mudança para uma nova sede marcou não apenas uma expansão física, mas um reposicionamento estratégico. Rodrigo passou a atender um público mais exigente, formado majoritariamente por clientes das classes A e B, ao mesmo tempo em que aprofundava sua atuação técnica junto a entidades do setor automotivo.
A transição para a eletromobilidade não aconteceu por acaso. Enquanto muitos ainda observavam o avanço dos veículos elétricos com cautela, Rodrigo decidiu estudar, testar e se preparar. Assumiu funções técnicas em entidades como o Sindifup e, mais tarde, na Abraesa, atuando em debates nacionais sobre reparação, segurança e padronização. Essa vivência institucional ampliou sua visão sobre os desafios que a nova tecnologia traria para oficinas, seguradoras e consumidores.
O reconhecimento veio em dois mil e vinte e quatro, quando a oficina recebeu o Troféu Abraesa de Oficina Destaque em Reparação de Veículos Elétricos e Híbridos. Para Rodrigo, o prêmio simbolizou algo maior do que um título. Representou a validação de anos de estudo, investimento em equipamentos, capacitação da equipe e compromisso com a segurança dos veículos eletrificados. No ano seguinte, assumiu o cargo de diretor técnico da Abraesa, ampliando ainda mais sua responsabilidade no debate nacional sobre o futuro da reparação automotiva.

Entre todos os projetos, um em especial resume sua trajetória. Em dois mil e vinte e cinco, Rodrigo idealizou e executou a conversão completa de um veículo a combustão para totalmente elétrico. O projeto exigiu conhecimento profundo de sistemas, baterias, eletrônica e segurança, além de planejamento rigoroso. Mais do que um experimento técnico, a conversão se tornou um símbolo de que a transição energética também pode acontecer dentro das oficinas brasileiras, com competência e responsabilidade.
Ao longo desse caminho, Rodrigo também atuou como apoio técnico em investigações complexas, colaborando com diligências em oficinas e operações da Polícia Civil de São Paulo relacionadas a fraudes no setor de seguros. Essa experiência reforçou sua convicção de que inovação precisa caminhar junto com ética, transparência e responsabilidade técnica. Para ele, o futuro da mobilidade depende não apenas de novas tecnologias, mas de profissionais preparados para lidar com elas.
Hoje, Rodrigo Ferreira Calixto é reconhecido como alguém que soube transformar um negócio tradicional em referência de inovação. Sua trajetória mostra que a eletromobilidade não é apenas uma mudança de combustível, mas de mentalidade. Ao unir engenharia, empreendedorismo e compromisso com o consumidor final, ele se posiciona na linha de frente de um setor que está sendo redesenhado diante dos nossos olhos.