O deputado estadual Val Ceasa (PRD) afirmou ser alvo de perseguição política e negou ter atuado para tentar impedir uma operação contra imóveis usados pela facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) no Complexo de Israel, na zona norte do Rio.
Segundo o Ministério Público, Val Ceasa e Ulisses teriam ido ao 16º Batalhão de Polícia Militar, em dezembro de 2023, para tentar saber se havia uma operação sigilosa planejada para demolir imóveis usados pelo TCP. Entre os imóveis estava o resort do traficante conhecido como Peixão, um dos chefes da facção.
A jornalistas, o parlamentar negou a ida ao batalhão e disse que só pediu para o então prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) criar uma vila olímpica na região.
“Todo servidor público tem que ser investigado. A Justiça tem direito de investigar. Isso aí é perseguição política. Eu trabalho para os humildes”, declarou.
Pelas redes sociais, Paes, atual pré-candidato ao governo do Estado, afirmou que a operação desta quinta teve origem em uma denúncia feita pela prefeitura do Rio, por meio da Secretaria de Ordem Pública (Seop), no âmbito da força-tarefa da prefeitura e o MPRJ para combater construções irregulares em áreas sob influência do crime organizado.
A prefeitura do Rio informou que o servidor Michael Johnny Vianna de Azevedo vai ser exonerado na edição de sexta-feira do Diário Oficial. Segundo o município, o servidor foi nomeado em 4 de fevereiro de 2025 e, na ocasião, nada que vetasse a nomeação foi encontrado pela Secretaria de Integridade.
Já o ex-vereador Ulisses de Almeida Marins não integra os quadros de servidores municipais. Ele teve a a nomeação para um cargo na prefeitura barrada pela secretaria de integridade.
Fonte ==> Exame