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Desaceleração do crédito deve ser gradual em 2026, aponta pesquisa da Febraban | Finanças

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Mesmo com o peso da política monetária bastante apertada do Banco Central sobre a atividade econômica, o mercado de crédito deve passar por uma desaceleração gradual e ainda registrar um crescimento de cerca de 8% ao longo de 2026. Os números constam na edição de dezembro da Pesquisa Febraban de Economia Bancária e Expectativas, que ouviu 19 bancos que atuam no Brasil.

O percentual de instituições que acreditam que haverá uma desaceleração gradual do crédito neste ano recuou de 81,8% a 73,7% entre as pesquisas de novembro e dezembro, ao passo em que 15,8% dos participantes esperam que o crédito mantenha o ritmo de expansão visto no ano passado em 2026. Já aqueles que projetam uma desaceleração mais clara somaram apenas 10,5% das respostas, de 18,2% em novembro.

Houve, ainda, um aumento do ritmo de expansão projetado para 2025, de 8,9% a 9,2%, resultado que reflete a expectativa por mais crédito direcionado – que mais do que compensou um leve recuo da projeção para o crédito livre. Houve também um aumento na estimativa dos bancos para o crescimento em 2026, de 7,9% a 8,2%. Já a taxa de inadimplência esperada para 2025 permaneceu em 5,1%, enquanto a de 2026 apresentou leve avanço de 5,1% a 5,2%.

A pesquisa da Febraban também corrobora a percepção recente do mercado de que o ciclo de cortes da taxa Selic só deve ser iniciado na reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Agora, 70% dos respondentes esperam que o afrouxamento monetário comece no fim do primeiro trimestre, contra 54,5% na pesquisa anterior, enquanto a expectativa pelo primeiro corte na reunião de janeiro do Copom recuou de 45,5% a 30%.

Já em relação à política fiscal, todos os bancos acreditam que o governo cumprirá a meta de resultado primário de 2026, mas 80% dos respondentes avaliam que novas medidas serão necessárias – distribuídos entre 45% que acreditam que o governo focará em medidas do lado da despesa, e 35% que projetam uma volta da agenda de aumento de receitas.



Fonte ==> Exame

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