Os estudos mais recentes, tanto nacionais quanto do National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) – órgão do governo dos Estados Unidos que observa condições climáticas, indicam probabilidade acima de 80% de ocorrência do El Niño já em julho. A informação é da Agência Brasil.
O fenômeno é caracterizado pela alteração e aquecimento da temperatura das águas do Oceano Pacífico. No Sul do Brasil, o El Niño causa excesso de chuvas, enquanto provoca seca e calor no restante do País.
A situação no começo de maio era de neutralidade (temperatura das águas dentro do esperado para a região tropical do Pacífico), com projeção de aquecimento de mais de meio grau a partir de julho.
A situação no começo de maio era de neutralidade (temperatura das águas dentro do esperado para a região tropical do Pacífico), com projeção de aquecimento de mais de meio grau a partir de julho.
A previsão atual é de que o El Niño tenha maior intensidade entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027segundo a agência norte-americana e uma das referências no estudo do El Niño e do La Niña.
Na última quinta-feira (14), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) divulgou documento com análises atualizadas sobre a possível formação do fenômeno climático e seus impactos no território gaúcho. O texto aponta para a “possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño ao longo de 2026, com maior probabilidade de atuação durante a primavera deste ano e o verão de 2027”.
Conforme os especialistas, os cenários atuais “sugerem tendência de chuvas acima da média em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, além de temperaturas superiores ao padrão climatológico em determinados períodos”.
O boletim da última sexta-feira, da NOAA, indica um risco aumentado de mais de dois graus de variação entre novembro de 2026 e fevereiro de 2027, o que levou a um alerta para a costa oeste dos Estados Unidos, que se prepara para temporais mais intensos e inundações.
Segundo o órgão, a elevação da temperatura média dos oceanos, o aumento de sua altura e a força do El Niño coincidem e podem levar à maior incidência de desastres naturais.
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Institutos ligados ao Ministério da Agricultura e da Ciência, Tecnologia e Inovação têm alertado para risco de chuvas no Sul e de maior dificuldade na produção de alimentos, com instabilidade para culturas alimentares, como arroz, feijão e milho.
Fonte ==> Folha SP