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Europa disputa primazia com seleções das Américas nas oitavas de final da Copa 2026 | Mundo

Europa disputa primazia com seleções das Américas nas oitavas de final da Copa 2026 | Mundo

Centro de gravidade indiscutível e concentradora de talentos quando se fala do futebol de clubes, a Europa chega em pé de igualdade com as Américas nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, com sete representantes cada. A África completa o grupo dos 16 melhores da atual edição com Marrocos e Egito.

Desde a Copa do Mundo no Brasil em 2014, a última a ser disputada nas Américas antes da atual, não havia tantas seleções americanas nas oitavas de final: sete, entre elas os anfitriões (México, Estados Unidos e Canadá), os sempre presentes Brasil e Argentina, a Colômbia, que vem se mantendo consistentemente nesse grupo, e o surpreendente Paraguai, que eliminou a Alemanha.

A partir de hoje, com França X Paraguai (às 18h de Brasília), haverá cinco confrontos diretos entre os continentes. Espanha x Portugal e os dois jogos envolvendo equipes africanas completam a tabela.

Em 2014, oito seleções americanas, inclusive a pequena Costa Rica, chegaram a esse estágio, numa edição de Copa que teve confronto final entre duas escolas tradicionais de cada continente, com os alemães levando a melhor sobre a Argentina.

Já em 2018, na Copa da Rússia, os europeus tiveram domínio avassalador, com dez equipes nas oitavas (França, Espanha, Portugal, Rússia, Croácia, Dinamarca, Bélgica, Suécia, Suíça e Inglaterra), contra cinco das Américas (Brasil, Argentina, México, Colômbia e Uruguai). De estranho no ninho, só o Japão. A superioridade se traduziu em uma final 100% europeia, com a França batendo a Croácia.

Num raro torneio disputado em terreno neutro, o Catar, em 2022, os europeus sustentaram a vantagem, com oito equipes classificadas nessa etapa ante apenas três das Américas (Brasil, Argentina e Estados Unidos). Completavam o quadro de disputa das oitavas duas equipes africanas (Marrocos e Senegal), duas asiáticas (Japão e Coreia do Sul), e a Austrália. Nessa primeira Copa disputada em um país árabe (a próxima será a de 2034, na Arábia Saudita), a seleção argentina capitaneada por Lionel Messi ficou com a taça.

A influência da Europa, no entanto, é sempre gigantesca: daquela seleção argentina bicampeã, 25 de 26 convocados atuavam no futebol europeu, com destaque para La Liga, o campeonato espanhol. Da equipe argentina que hoje defende esse título, a esmagadora maioria (22) também está em clubes europeus. A mudança mais significativa foi a transferência de Messi para o Inter Miami, da MLS (a liga do futebol nos Estados Unidos).

Das 16 equipes que começam a jogar hoje pelo sonho de ir mais longe, ou até de conquistar a Copa do Mundo de 2026, o Egito é o único ponto fora da curva, com apenas 5 de seus 26 convocados jogando por clubes europeus e 19 concentrados na liga egípcia.

O Paraguai tem êxodo com destinos diversos: seis na Europa, seis na Argentina e sete no Brasil.

Já o México tem 12 jogadores na Europa; a Colômbia, 13, mais seis na Argentina e cinco no Brasil. Todas as demais seleções de outras partes do mundo registram mais da metade de seus convocados em ligas europeias: Canadá, EUA e Austrália (16 cada), Brasil (17). O recordista é o Marrocos, com 22.

Nessa disputa pela hegemonia do futebol mundial que marca a história das Copas do Mundo desde 1930, a Europa atualmente está em vantagem com 12 títulos divididos entre cinco seleções (Alemanha e Itália, com quatro cada, França, com dois, e Inglaterra e Espanha com um). Já as Américas, mais especificamente a América do Sul, tem 10 títulos, sendo cinco do Brasil, três da Argentina e dois do Uruguai. Nenhum país de outra região do mundo conseguiu, até hoje, vencer uma Copa do Mundo.



Fonte ==> Exame

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