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Felipe Kopp Klippel entre gessos, cerâmicas e arte a jornada do protético que aprendeu a transformar vidas com as mãos

Há histórias que nascem em consultórios. Outras, em salas de aula. A história de Felipe Kopp Klippel nasceu em um laboratório de prótese, entre o cheiro de gesso fresco, resina aquecida e ferramentas minúsculas que moldam sorrisos. Muito antes de dominar cerâmicas avançadas, sistemas estéticos e fluxos digitais, Felipe era apenas um jovem curioso que observava o tio trabalhar, sem imaginar que aquele ambiente artesanal moldaria seu destino.

Felipe cresceu em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Desde cedo, mostrava afinidade por pequenos objetos, miniaturas e trabalhos manuais. Havia algo no detalhismo que o fascinava. Não era a estética por si só, era a precisão. O encaixe perfeito. A harmonia das formas. Mesmo assim, nunca imaginou que esses interesses se tornariam sua profissão.

Sua história na prótese começa de forma simples: como office boy do laboratório do tio, profissional com décadas de experiência, formação na UFRJ e aperfeiçoamento na Alemanha. Felipe fazia tarefas básicas, que qualquer iniciante faria: vazar gesso, preparar modelos, articular peças. Coisas aparentemente pequenas, mas que exigem paciência, cuidado e disciplina. E foi ali, na soma desses detalhes, que ele descobriu algo maior. Descobriu que gostava daquilo.

Felipe Kopp Klippel

Com o tempo, deixou de ser apenas o ajudante de bastidores e começou a observar verdadeiramente o que acontecia na bancada. A prótese, que antes parecia apenas um trabalho técnico, revelou-se arte. Uma arte silenciosa, feita de cor, forma, proporção e sensibilidade. A escultura em cera, por exemplo, exigia o mesmo olhar que um escultor dedica à madeira ou ao mármore. Não era apenas um dente. Era uma parte do rosto de alguém. Parte da autoestima. Parte da identidade.

Esse entendimento acendeu algo definitivo em Felipe. Ele se profissionalizou, fez curso técnico, especializou-se em cerâmica, aprofundou-se em técnicas de emax, metalocerâmica e cerâmica prensada. A cada especialização, ganhava não apenas conhecimento, mas confiança. A sensação de que tinha encontrado seu lugar.

Sua carreira evoluiu rapidamente. Da bancada do laboratório familiar, tornou-se sócio do tio e, depois, decidiu dar um passo maior: abrir seu próprio laboratório. Foi um movimento de coragem, firmado em anos de prática e maturidade técnica. No laboratório próprio, pôde expressar sua identidade profissional. Cada peça, cada cor, cada nuance aplicada por ele carrega experiência, estudo e, acima de tudo, respeito pelo paciente que receberá aquela prótese.

O momento mais marcante de sua trajetória veio quando ele passou a trabalhar com cerâmica. Foi ali que percebeu como estética e precisão se encontram em algo maior: transformação emocional. Não apenas de um sorriso, mas de uma vida. Reproduzir dentes com harmonia natural exige conhecimento científico, mas também sensibilidade artística. É a fusão perfeita entre ciência e arte. Entre técnica e emoção.

Felipe entende que o protético não é coadjuvante. É protagonista silencioso. É aquele que trabalha horas no detalhe, mesmo que seu nome não apareça. É quem equilibra cor, translucidez, anatomia e função. É quem segura na mão do dentista, tecnicamente falando, para que o resultado clínico seja impecável.

Ele sabe que o laboratório não é apenas um ambiente de produção. É um atelier. Um lugar onde cada peça conta uma história, carrega expectativas e devolve algo que muitas vezes o paciente perdeu: vontade de sorrir.

Hoje, com dezessete anos de experiência, Felipe se destaca como especialista em cerâmica estética e prótese de alta precisão. Mantém o olhar artesanal em tudo o que faz, mesmo em um mercado cada vez mais digital. Ele acredita que máquinas evoluem, mas o toque humano continua insubstituível. Porque só mãos treinadas e sensíveis entendem nuances que nenhum software consegue interpretar completamente.

E é isso que torna sua história digna de Sucess Magazine. É a história de alguém que começou no básico, subiu cada degrau com humildade e construiu uma carreira respeitada não pela pressa, mas pela mastery silenciosa que só o tempo oferece.

Felipe Kopp Klippel transformou seu talento manual em instrumento de autoestima, confiança e beleza. Não trabalha apenas com dentes. Trabalha com histórias. E deixa sua marca em cada sorriso que ajuda a reconstruir.

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