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Futuro chefe da Nasa promete vencer China na corrida lunar – 07/12/2025 – Mensageiro Sideral

Jared Isaacman, indicado por Trump para ser o próximo administrador da Nasa, em audiência em comitê do Senado americano

O futuro (de novo) administrador da Nasa, Jared Isaacman, esteve diante de comitê do Senado dos EUA na última quarta-feira (3) para uma audiência de confirmação e destacou que a prioridade absoluta do programa espacial americano será bater a China em uma nova corrida para a Lua.

Enumerando cinco metas, a primeira delas é garantir “o sucesso do programa Artemis iniciado pelo presidente Trump durante seu primeiro mandato”. “Os EUA retornarão à Lua antes de nosso grande rival, e vamos estabelecer uma presença duradoura para entender e concretizar o valor científico, econômico e de segurança nacional na superfície lunar”, disse Isaacman aos senadores, num daqueles momentos de pagar para ver.

Das outras quatro, a mais concreta é a promessa de que nunca mais o programa americano tolerará uma perda temporária de capacidades –algo que assombra a Nasa há décadas. Foi assim entre o último voo de uma cápsula Apollo, em 1975, e o primeiro lançamento de um ônibus espacial, em 1981, e novamente entre o encerramento do programa dos ônibus espaciais, em 2011, e as primeiras missões tripuladas comerciais, em 2020.

A solução, segundo ele, é o estímulo a empreendimentos privados que terão a Nasa como apenas uma cliente, dentre vários outros –o que leva a outra das metas listadas, construir uma vasta economia orbital e lunar, reduzindo a dependência que hoje a exploração espacial tem de recursos públicos. “Começaremos a fazer os investimentos agora para o futuro espacial inevitável que está logo adiante no horizonte.”

Outra prioridade é redirecionar a Nasa para o desenvolvimento de tecnologias disruptivas com o foco em energia nuclear, seja para propulsão, seja para geração de eletricidade. “Esses esforços, combinados a parceiros na indústria construindo veículos reutilizáveis, prepararão o caminho para futuras missões a Marte e além.”

Por fim, o item que parece mais alinhado ideologicamente com a atual gestão –tornar mais eficiente o gasto para produzir novas missões científicas e tecnológicas empolgantes, “sabendo que, se a Nasa não fizer, ninguém mais fará”. O problema aqui é o descolamento entre o discurso e a realidade. O que vimos neste primeiro ano da nova gestão Trump foi um massacre, com cancelamento de dezenas de missões e um corte pela metade no orçamento de ciência da agência. O Congresso ainda está por formular sua peça orçamentária e possivelmente restituir ao menos parte dos recursos cortados, mas muitos projetos hoje estão como o gato de Schrödinger, mortos e vivos ao mesmo tempo. É algo com que Isaacman terá de lidar ao assumir a agência.

Por sinal, poderia ter começado mais cedo. Trump anunciou a escolha de Isaacman antes mesmo de assumir e, em maio, pouco antes da aprovação pelo Senado, retirou a indicação, em meio a uma confusão com Elon Musk, aliado de Isaacman. Desde então, a fervura baixou, e Trump decidiu “reindicá-lo”, em mais um exemplo de seu estilo mercurial e imprevisível.

Se nada mais mudar, Isaacman ainda precisará passar nas próximas semanas por uma votação no plenário do Senado para que possa assumir o comando da agência –às vésperas do primeiro voo tripulado às imediações da Lua desde 1972, com a missão Artemis 2, que deve ocorrer no primeiro semestre de 2026.

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Fonte ==> Folha SP – TEC

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