Existe uma figura curiosa em eventos corporativos.
Ele sobe ao palco, fala alguns nomes, agradece patrocinadores, faz duas piadinhas e desaparece.
Ou pelo menos é isso que todo mundo acha que ele faz.
A verdade é outra.
Segundo Tucco, mestre de cerimônias que atua em eventos corporativos e conferências pelo Brasil, o trabalho real acontece muito antes do primeiro aplauso.
“Quando o evento funciona bem, quase ninguém percebe o trabalho do mestre de cerimônias. Mas quando algo dá errado… todo mundo percebe.”
O MC invisível
O maior elogio que um mestre de cerimônias pode receber é também o mais ingrato:
“Nossa, o evento fluiu tão bem.”
Na prática, isso significa que alguém no palco estava controlando silenciosamente:
o tempo das apresentações
o ritmo do evento
a atenção do público
as transições entre palestras
Controlar o tempo e manter o evento dentro do cronograma é uma das funções centrais do MC — ainda que o público raramente perceba isso.
Enquanto isso, para quem está na plateia, ele parece apenas uma pessoa com microfone entre uma palestra e outra.
O erro clássico: o “leitor de currículo”
Existe um tipo de mestre de cerimônias muito comum.
Ele sobe ao palco e começa assim:
“Nosso próximo palestrante tem 27 anos de experiência, três MBAs, dois livros publicados…”
E continua lendo uma biografia interminável.
O problema?
Biografia não é introdução.
Uma boa apresentação precisa responder apenas três perguntas para o público: