Ó governo do Irã alertou nesta quarta-feira que as forças de segurança do país estão prontas, com “o dedo no gatilho”, para enfrentar qualquer retomada de protestos contra o governo.
Muitos iranianos querem mudanças, e alguns chegaram a comemorar abertamente a morte do então líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, semanas após suas forças de segurança matarem milhares de pessoas para reprimir manifestações contra o governo.
Mas houve poucos sinais de protestos durante a guerra, e o Irã passou a reprimir ainda mais a dissidência interna dias depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incentivar cidadãos iranianos a aproveitar os ataques dos EUA e de Israel para se levantar e derrubar o governo.
Temendo uma retomada das manifestações, o chefe da polícia iraniana, Ahmadreza Radan, alertou que “qualquer pessoa que vá às ruas a pedido do inimigo será tratada como inimigo, não como manifestante”.
“Todas as nossas forças de segurança estão com o dedo no gatilho”, disse Radan à televisão estatal.
O Irã também prendeu dezenas de pessoas, incluindo um cidadão estrangeiro, acusadas de espionagem para os “inimigos” do país, informou o Ministério da Inteligência na terça-feira.
Na segunda-feira, houve grandes manifestações em apoio ao novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, um linha-dura escolhido para suceder seu pai, Ali Khamenei, morto no primeiro dia do conflito.
Fonte ==> Exame