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Lindbergh acusa Galípolo de ‘tentar blindar’ Campos Neto | Finanças

Deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) — Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O deputado federal e vice-líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), acusou o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, de blindar seu antecessor, Roberto Campos Neto, em meio às apurações das possíveis fraudes cometidas pelo Banco Master, liquidado pela autoridade monetária em novembro passado.

“Gabriel Galípolo escolheu o caminho de tentar blindar Roberto Campos Neto. Ao afirmar que não existe auditoria, sindicância ou conclusão interna que aponte responsabilidade do ex-presidente do Banco Central, ele demonstra que o controle interno é insuficiente e pode servir de escudo para proteger quem comandava a instituição quando decisões e omissões favoreceram o ambiente em que o caso Master prosperou”, escreveu Lindbergh no fim da tarde desta quarta-feira (8), na rede social X.

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Em participação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado nesta quarta-feira (8), Galípolo foi questionado pelos senadores sobre a suposta responsabilidade de Campos Neto no escândalo do Banco Master. O atual presidente do BC respondeu que “não há nenhum processo de auditoria ou sindicância, nada que encontre qualquer culpa por parte do ex-presidente Roberto Campos”.

Segundo Lindbergh, no X, “se dependesse apenas das auditorias e sindicâncias internas do Banco Central, Paulo Sérgio e Beline Santana, servidores do BC com chefia na área de supervisão bancária, indicados por Roberto Campos Neto e que colaboraram com as fraudes no Master, não estariam de tornozeleira eletrônica”.

“Roberto Campos Neto recebeu inúmeros alertas do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), da Febraban e até questionamentos formais da Polícia Federal, e a resposta institucional foi sempre a mesma: apuração preliminar, nenhuma ilegalidade e preservação da cúpula”, afirmou o deputado petista.

“Foi na gestão de Roberto Campos Neto, em outubro de 2023, que foi editada norma sobre precatórios, permitindo que o Banco Master não ajustasse seu balanço e que evitou a intervenção, apesar de alertas sobre riscos de liquidez”, acrescentou.

Segundo Lindbergh, a “investigação que realmente rompeu essa blindagem veio de fora”. “É a investigação externa, com independência, poder de polícia e capacidade de responsabilização, que consegue enfrentar o corporativismo e seguir a trilha dos fatos. Por isso, ingressei com várias representações na Polícia Federal para avançar na apuração sobre a blindagem de Roberto Campos Neto, sobre os atos que favoreceram o Banco Master e sobre a rede de decisões, omissões e proteções que operou dentro do Banco Central”, concluiu.

Em evento em São Paulo nesta quinta-feira (9), Galípolo afirmou que que “a autonomia da autoridade monetária também significa ter a coragem de apontar quando há algo de errado dentro do Banco Central”.

“Existem questões que são como institucionalidade, que estão acima de qualquer coisa. Significa também quando tiver alguma coisa errada, ter a coragem de apontar o que há de errado dentro do Banco Central e não só pedir desculpas, mas cortar na carne porque é o que é mais forte para institucionalidade, independente de relações pessoais que possam existir, mas é o que é de mais forte”, acrescentou Galípolo.

Ó Valentia entrou em contato com o Banco Central e com Campos Neto, que atualmente trabalha no Nubank, e aguarda um posicionamento sobre as acusações de Lindbergh.

Deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) — Foto: Valter Campanato/Agência Brasil



Fonte ==> Exame

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