Ó Partido dos Trabalhadores (PT) discutirá, em encontro nacional em Brasíliaum documento político que inclui críticas ao Poder Judiciário.
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Inicialmente, o texto previa menção à “promiscuidade” entre juízes e empresários, mas a tendência agora é adotar termos mais moderados, como a defesa de “mecanismos de autocorreção”.
A mudança faz parte de uma estratégia da cúpula do partido para evitar temas polêmicos que possam gerar divisões internas ou desgaste à imagem do presidente Lula.
A versão original do documento defendia uma reforma do Judiciário para enfrentar tanto relações indevidas quanto a lógica considerada neoliberal em decisões econômicas e sociais.
Segundo líderes partidários, os trechos mais duros devem ser retirados antes da votação do documento final.
As críticas iniciais estavam ligadas ao caso do Banco Mestreque envolveu integrantes do STF não debate político.
Entre os exemplos citados estão o ministro Alexandre de Moraes e o ministro Dias Toffolimencionados em conexões indiretas com o caso.
Um novo texto, mais enxuto, propõe mudanças no Judiciário com foco na democratizaçãono fortalecimento do Estado de Direito e em mecanismos internos de correção.
O caso Banco Master aparece também em outro documento, voltado à reforma do sistema financeirocom propostas de maior regulação e transparência.
Esse texto afirma que o escândalo teria sido “germinado” no governo anterior e exposto na atual gestão, segundo a proposta em debate.
A corrente interna CNB (Construindo um Novo Brasil)ligada a Lula, tem maioria no partido e deve influenciar a versão final com poucas alterações.
Nos últimos meses, integrantes do PT fizeram críticas ao Supremo Tribunal Federalbuscando se distanciar do desgaste político causado pelo caso.
O episódio tem sido explorado por setores da oposiçãoo que aumenta a preocupação do partido com impactos nas eleições.
Apesar da proximidade institucional entre governo e STF, aliados de Lula afirmam que o Executivo não tem relação direta com o escândalo.
Ainda assim, há avaliação interna de que o caso pode gerar desgaste políticodiante da tendência de associação entre corrupção e o governo federal.
Fonte ==> Folha SP