O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB)afirmou hoje que a liquidação do Banco Master e a operação da PF que resultou na prisão de várias pessoas ligadas à instituição financeira não deve influenciar na votação do PL Antifacção. Ele defendeu uma apuração imparcial do caso.
Em entrevista à Globonews, ele reforçou que pretende iniciar as discussões entre 16h e 17h para colocar a quinta versão do relatório do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) em votação. A nova versão do texto foi apresentada no início desta tarde.
Segundo Motta, a construção do texto foi feita de forma democrática para que não represente apenas a vontade do relator, mas que tenha todo o apoio político. Portando, conforme o presidente da Câmara, o relator vai mudar o texto “quantas vezes forem necessárias” para enfrentamento do crime organizado.
O presidente da Câmara disse que nunca houve interesse de tirar competências da PF e que o papel do órgão é inegociável e vem ajudando muito no combate ao crime organizado no Brasil.
Disse também que o texto que será votado hoje vai contemplar amplos poderes à PF e a integração entre as polícias.
“Não queremos blindar ninguém, mas dar uma resposta ao crime organizado”, afirmou. “Criar qualquer narrativa que não seja essa, não é verdade”, complementou.
Motta destacou que a escolha de Derrite como relator do PL Antifacção se deu de maneira técnica, frisando que o deputado é secretário de segurança de São Paulo, o maior Estado do país.
Fonte ==> Exame