UM Raízen confirmou nesta quarta-feira (4) a proposta de contribuição de capital não valor de R$ 4 bilhões por parte de seus controladoressendo R$ 3,5 bilhões do Grupo Shell e R$ 500 milhões da família do empresário Rubens Omettoacionista controlador da Cosan.
Em comunicado ao mercado, a companhia afirmou que, diante das discussões conduzidas nas últimas semanas com seus acionistas controladores, está avaliando a implementação de uma “solução abrangente e definitiva” para o fortalecimento de sua estrutura de capital.
- Confira os resultados, indicadores e notícias da Cosan e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360
A Raízen ainda afirmou que avalia a reestruturação do seu atual endividamento financeiroo que poderá incluir a conversão de parte do endividamento em capital, combinada com o alongamento do saldo remanescente da dívida, e continuidade do processo de simplificação dos negócios da companhia, avaliação e venda de ativos não estratégicos.
“Nesse contexto, a companhia pretende assegurar um ambiente protegido e ordenado que permita a condução de discussões com seus credores financeiros e a busca de uma solução consensual, a ser eventualmente implementada por meio de uma Recuperação Extrajudicial, se necessária”, afirmou a companhia.
“A Raízen continuará operando normalmente e reforça o seu compromisso de que as medidas acima mencionadas não impactarão seus clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros de negócios, essenciais para a sua operação.”
Ó presidente e Shell BrasilCristiano Pinto da Costa, disse na terça-feira que a companhia se comprometeu a colocar R$ 3,5 bilhões na capitalização da Raízen, que tem passado por uma crise financeira. “Esperamos que o outro acionista contribua de maneira proporcional”, disse o presidente em entrevista coletiva. A Shell divide o controle da Raízen com a Cosan.
Conforme o executivo, as partes interessadas têm feito reuniões diárias para encontrar uma solução. Pinto da Costa afirmou que houve um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para encaminhar a questão. “É de interesse do governo brasileiro que a Raízen consiga achar um caminho.”
A sequência mais plausível, na visão dos credores, é que a Raízen se estabilize primeiro e depois separe os negócios de etanol e de distribuição de combustíveis, tendo uma interdependência dos negócios, afirmou.
“Não temos um prazo para a solução, mas há uma ciência das partes que há um grau de urgência”, disse o presidente da Shell Brasil.
Fonte ==> Exame