Especial para o JC
A produção estadual de laranjas se concentra majoritariamente na Metade Norte, em pequenas propriedades de agricultura familiar. Com predominância na variedade Valência, o principal destino das frutas são as indústrias de sucos.
A citricultura é um ramo agrícola de relevância mundial, que engloba a produção de frutas cítricas como laranjas, bergamotas e limões. Dentre essas espécies, enquanto o Vale do Caí se especializou na produção de bergamotas, o Norte do Rio Grande do Sul se consolidou como o maior polo produtor de laranjas, especialmente as destinadas ao suco. Hoje, o Estado é o 6º maior produtor da fruta não país.
Segundo o último Censo de Frutas realizado pela Emater/RS-Ascaro Rio Grande do Sul conta com uma área de mais de 15,4 mil hectares de laranja e pelo menos 8 mil produtores comerciais. “Isso é no Estado inteiro, sendo que a maior parte de laranja está concentrada na Metade Norte”, aponta o extensionista rural e coordenador estadual de Fruticultura da Emater/RS-Ascar, Felipe Pereira Dias.
Segundo os dados da entidade, os municípios de Itatiba do Sul, Salzano libertado e Alpestre são os principais produtores. “Itatiba do Sul e Liberato Salzano, juntos, têm mais de 500 produtores. Alpestre, sozinho, tem mais de 500 produtores”, reitera Dias, destacando a importância desses municípios produtores.
Ano após ano, liderança produtividade tem se intercalado entre Liberato Salzano e Itatiba do Sul, que encabeçou a produção gaúcha, de acordo com o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)de 2024. O município do Alto Uruguai registrou mais de R$ 32 milhões em valor de produçãoenquanto Liberato Salzano chegou aos R$ 30,3 milhões.
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Segundo Ivonir Biesek, extensionista da Emater/RS-Ascar de Erval Grande, a área total de citriculturaapenas no Alto Uruguai, é de aproximadamente 4 mil hectares — mais de 80% de laranjas da variedade Valênciadestinado especialmente para produção de suco. Além dela, são produzidos cultivares de Hamlin, Rubi, Iapar 73, Salustiana, entre outros.
“Ó Vale do Rio Uruguaique reúne diferentes regiões, é onde o Rio Grande do Sul concentra a maior produção de laranjas. Aqui temos uma característica da citricultura de pequenas propriedadesou seja, existem áreas maiores de produção por propriedade, de 30 a 50 hectares, mas de maneira geral, a nossa média de áreas é de cinco a dez hectares de área produzida nas propriedades, então é uma citricultura de característica da agricultura familiar“, assinala Biesek. A citricultura comercial já soma quatro décadas nessa fatia do Estado e, nos últimos anos, a atividade teve o aporte de cooperativas e indústrias voltadas especialmente à citricultura.
Fonte ==> Folha SP