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China apresenta cronograma para pouso lunar tripulado – 08/11/2026 – Mensageiro Sideral

Concepção artísticas de taikonautas na superfície da Lua, após pouso do módulo Lanyue

A China finalmente tornou público seu cronograma de missões que antecedem a primeira alunissagem tripulada, ainda marcada para “antes de 2030”. A julgar pelo que foi divulgado, não haverá um equivalente chinês da missão americana Artemis 2, que levou astronautas para circularem a Lua antes de um retorno à Terra.

As revelações aconteceram durante a Sétima Conferência de Voo Espacial Tripulado organizada em Pequim, no fim de semana passado. A arquitetura já era conhecida e envolverá dois lançamentos de foguetes Chang Zheng (Longa Marcha) 10, um com a cápsula Mengzhou e outro com o módulo lunar, Lanyue. Os dois se encontrarão e acoplarão na órbita da Lua, quando dois taikonautas sairão da Mengzhou e embarcarão no Lanyue, para a alunissagem. No retorno, eles se reencontram com a Mengzhou, que os traz de volta à Terra. Uma arquitetura muito similar às antigas missões Apollo americanas, mas lançada em duas prestações, em vez de em um único foguete.

Quais passos serão cumpridos até lá? Serão três missões precursoras para ficar de olho. A primeira deve acontecer já no começo do ano que vem e envolverá um foguete Longa Marcha 10A (uma variação menos potente, para voo até a órbita terrestre), levando uma cápsula Mengzhou não tripulada ao espaço para seu primeiro teste.

A segunda acontece em 2028 e servirá como um ensaio geral do pouso tripulado. O foguete Longa Marcha 10 (desta vez a versão mais potente, com dois propulsores auxiliares no primeiro estágio) levará ao espaço o módulo lunar Lanyue. Sem tripulação, ele executará um pouso e uma decolagem da Lua, demonstrando a tecnologia para o futuro voo tripulado.

Em 2029, veríamos a primeira missão com o lançamento de dois foguetes Longa Marcha 10, um levando a Mengzhou, outro, o Lanyue, mas ambos sem tripulação, para testes de acoplagem em órbita lunar. É bem possível que a missão também envolva um pouso e decolagem não tripulados, se a ideia for testar o sistema completo antes de colocar tripulação.

Por fim, a missão tripulada inaugural aconteceria “antes de 2030”, o que podemos arredondar como o fim de 2029.

Em paralelo, nos próximos anos, a Mengzhou deve ganhar voos tripulados destinados à estação espacial Tiangong, em órbita terrestre baixa, o que dará aos taikonautas chance de se acostumar ao veículo antes de levá-lo em uma longa jornada até a Lua.

A apresentação do cronograma pelos chineses demonstra que eles têm confiança no desenvolvimento tecnológico dos sistemas para a missão. E pesquisadores chineses também já trabalham na escolha de locais de pouso para as missões. Embora o alvo, no longo prazo, seja o polo sul lunar, é bem possível que a primeira alunissagem tripulada busque uma região menos desafiadora. Um artigo publicado na Nature Astronomy por cientistas planetários chineses e alemães em março sugere que um pouso na região lunar de Rimae Bode seria desejável para a primeira missão. Ela fica no lado próximo e próximo ao equador lunar, mais facilmente acessível, e contém grande variedade geológica, o que faria dele um alvo de interesse científico.

Os americanos seguem com seu plano de realizar sua primeira alunissagem tripulada na missão Artemis 4, a ser realizada até o fim de 2028. Ou seja, eles têm supostamente um ano de vantagem sobre os chineses. Mas o que hoje é um ano no passado recente já foram quatro, cinco, seis… A disputa será apertada.

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Fonte ==> Folha SP – TEC

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